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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pecuaristas vacinarão 160 milhões de animais contra febre aftosa em novembro


Mais de 160 milhões de bovinos e bubalinos devem ser vacinados contra a febre aftosa em novembro. Essa é a estimativa do Ministério da Agricultura (MAPA) para a segunda etapa da campanha nacional de 2009, que será realizada este mês em 18 estados e no Distrito Federal.
Os pecuaristas terão 30 dias para aplicar as vacinas nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins, assim como no Distrito Federal. No Amapá, a vacinação deve ocorrer até o dia 15 de novembro.
Apesar da doença não afetar seres humanos, a febre aftosa é um dos principais fatores levados em conta no fechamento de acordos comerciais de exportação e importação de carne. Além de Santa Catarina, que desde maio de 2007 é reconhecida como área livre de aftosa sem vacinação, os demais estados do Sul e todos do Centro-Oeste e do Sudeste, mais Rondônia, Acre, Tocantins, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Sul, Paraná e a maior parte do Pará receberam o status de área livre com vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
No Brasil, de acordo com o Ministério da Agricultura, são criados cerca de 200 milhões de bovinos e 1 milhão de búfalos, sendo que 89% deles estão em áreas livres de aftosa. O país é o maior exportador mundial de carnes, mas ainda não consegue exportar para vários países por conta da doença. Por isso o governo trabalha para erradicá-la em todo o território, o que pode ocorrer, de acordo com a previsão do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, até o fim do próximo ano.
SEGUNDA ETAPA DA VACINAÇÃO NO PARANÁ
O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, lançou no último dia 30, em Londrina, a segunda etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa, que entrou em vigor a partir do dia 1º e se estende até o dia 30 de novembro. O lançamento da campanha aconteceu no parque de exposições agropecuárias Governador Ney Braga, da Sociedade Rural do Paraná.
Bianchini anunciou que em 2010 o Paraná entrega o primeiro relatório técnico reivindicando o reconhecimento do Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação. A meta é suspender, no período de quatro anos, a vacinação no rebanho bovino e bubalino do Estado.
O secretário explicou que o Paraná está concluindo seu dever de casa, exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e ele acredita que em breve será concretizado esse reconhecimento.
Segundo Bianchini, todos os passos nessa área serão dados com muita segurança e em parceria com os produtores rurais, que são os maiores interessados por causa da consequência imediata desse ato que é a valorização da carne bovina no mercado internacional.
Nesta segunda etapa da campanha, foi estendido um período de 10 dias para que os produtores tenham mais tempo de fazer a comprovação da vacina, que é obrigatória.
A meta da Secretaria é vacinar 100% do rebanho de bovinos e bubalinos, em torno de 9,65 milhões de animais, que estão distribuídos em cerca de 210 mil propriedades rurais em todo o Estado. O produtor deve comprar a vacina nas casas agropecuárias e pegar a nota fiscal de compra e o comprovante de vacinação.
De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização e da Sanidade Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Silmar Bürer, as entidades da iniciativa privada que representam os produtores e criadores, como Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Federação das Associações de Produtores da Agricultura Familiar (Fetraf), Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), associações de produtores, estão engajadas na mobilização de todos os produtores para que vacinem seus animais, mesmo que eles sejam poucos na propriedade.
Quem não vacinar ou não comprovar a vacinação poderá ser multado em R$ 87,27 por cabeça. Valter Bianchini aposta que não deverá ocorrer essa situação porque o produtor paranaense está bem conscientizado contra os prejuízos de um eventual foco de febre aftosa no rebanho e vem colaborando prontamente em todas as campanhas de vacinação.
Segundo o presidente da Sociedade Rural, Alexandre Kireff, os produtores estão cansados de vacinar seus animais contra febre aftosa. "Eles estão cumprindo sua tarefa de prevenir e imunizar o rebanho e nossa expectativa é que em pouco tempo possamos extingir a vacina", disse. Segundo ele, os produtores estão se preparando e estão do lado do governo para essa tomada de decisão, que exige muita responsabilidade.
O secretário Valter Bianchini disse que a sanidade animal do rebanho paranaense já avançou bastante para que a equipe técnica possa requerer a suspensão das campanhas de vacinação como já acontece no Estado de Santa Catarina. A decisão é do Ministério da Agricultura e da OIE, que podem optar pelo reconhecimento de um estado ou de uma área maior que envolve mais estados como São Paulo e o Mato Grosso do Sul.
O governo do Estado também vem fazendo seu dever de casa para atingir essa meta. Desde 2008, foram investidos cerca de R$ 20 milhões, em recursos do governo federal e estadual, na estruturação do serviço de defesa animal.
O governador Roberto Requião autorizou a contratação de cerca de 400 técnicos entre médicos veterinários, engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários que já estão atuando nas 132 Unidades Veterinárias e 32 barreiras instaladas nas fronteiras interestaduais, para controle do trânsito de animais.
Também foram comprados 211 veículos tipo caminhoneta que permite acessar qualquer ponto no meio rural, cerca de 350 computadores que estão equipando as Unidades Veterinárias, e proporcionando agilidade ao serviço de controle e emissão de Guias de Transito Animal (GTAs).
São serviços, que se suspendermos as campanhas de vacinação eles estão no seu perfeito funcionamento, disse Bianchini. O secretário observou que faltam algumas contratações de técnicos, que deverão ser autorizadas pelo governador Requião até o final do ano
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Fontes:Agência BrasilDanilo Macedo - RepórterJoão Carlos Rodrigues - Edição

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